Todo negro, como eu, sabe como é repugnante o gosto do preconceito racial. Nós sabemos que não basta sermos eficientes, polidos ou qualificados, sempre será necessário mais, para que a barreira do preconceito não nos impeça de chegarmos onde desejamos. Todo negro, como eu, tem em mente que a luta travada há séculos atrás ainda não terminou. Essa luta jamais irá cessar enquanto houver um preto qualquer em algum lugar do mundo sofrendo preconceito racial.
Sabemos que o Brasil é a terra da fantasia dos afro-descendentes, onde muitos fingem não haver discriminação e outros tantos amenizam seu impacto. A ilusória abolição em 13 de maio não desmistificou a cultura que muitas vezes se propaga em grupos declaradamente racistas e o passar do tempo apenas encobriu a escravidão ainda existente, embora modernizada. É fato que alcançamos muitas vitórias, acontecimentos históricos, como um negro na presidência dos Estados Unidos, têm nos comprovado isso. Entretanto, nossos descendentes não devem tomar-se por satisfeitos em ocupar a base da pirâmide em diversos contextos sociais ao invés da senzala, ou seja, os pretos precisam firmemente angariar cargos mais elevados nas organizações, pois a modernização da escravidão não pode saciar um povo dizimado durante séculos.
Infelizmente não existe uma maneira eficaz de comprovar esse tipo de crime no mercado de trabalho. Contudo, não é muito difícil constatar que se esse ato deplorável existe na sociedade, as empresas não estão imunes.
Alexandra Vargas Machado

Eu concordo em tudo que foi dito neste manifesto, apesar de ainda não ter sofrido racismo de forma tão expressiva, mas nosso país na minha opinião é um dos países mais hipócrita em relação a isso, falasse muito nos EUA por aqui dizendo que la é uma nação racista, no entanto o presidente deles é negro, tem programas de tv que o protagonista é negro, apresentadores, seriado, enfim, la sim acho q o negro tem seu espaço, aqui eu não vejo pespectiva nenhuma de uma dia um negro ser o presidente desse país, não vou negar que teve uma relativa melhora, mas não o suficiente em grande escala, não podemos esperar muito da sociedade, mas a mudança deve partir de cada negro de se conscientizar da sua importância na sociedade.
ResponderExcluirSamuel Cerqueira
Oi Alexandra, em primeiro lugar parabéns pelo seu blog. O tema preconceito racial precisa, urgentemente, ser discutido, e um dos locais mais apropriados é a escola. Aqui na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) estamos sempre debatendo de que maneira o professor ou a sociedade em geral precisa lidar com essas situações. A principio, é preciso que as entidades e a sociedade como um todo, tomem consciência de que o problema do preconceito existe, e a partir daí, buscarmos soluções que venham de fato, contribuir para que esse mal social seja extinto de nossas escolas, de nossos lares, de nossa sociedade.
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