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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Manifesto

Todo negro, como eu, sabe como é repugnante o gosto do preconceito racial. Nós sabemos que não basta sermos eficientes, polidos ou qualificados, sempre será necessário mais, para que a barreira do preconceito não nos impeça de chegarmos onde desejamos. Todo negro, como eu, tem em mente que a luta travada há séculos atrás ainda não terminou. Essa luta jamais irá cessar enquanto houver um preto qualquer em algum lugar do mundo sofrendo preconceito racial.
Sabemos que o Brasil é a terra da fantasia dos afro-descendentes, onde muitos fingem não haver discriminação e outros tantos amenizam seu impacto. A ilusória abolição em 13 de maio não desmistificou a cultura que muitas vezes se propaga em grupos declaradamente racistas e o passar do tempo apenas encobriu a escravidão ainda existente, embora modernizada. É fato que alcançamos muitas vitórias, acontecimentos históricos, como um negro na presidência dos Estados Unidos, têm nos comprovado isso. Entretanto, nossos descendentes não devem tomar-se por satisfeitos em ocupar a base da pirâmide em diversos contextos sociais ao invés da senzala, ou seja, os pretos precisam firmemente angariar cargos mais elevados nas organizações, pois a modernização da escravidão não pode saciar um povo dizimado durante séculos.
Infelizmente não existe uma maneira eficaz de comprovar esse tipo de crime no mercado de trabalho. Contudo, não é muito difícil constatar que se esse ato deplorável existe na sociedade, as empresas não estão imunes.
Alexandra Vargas Machado

2 comentários:

  1. Eu concordo em tudo que foi dito neste manifesto, apesar de ainda não ter sofrido racismo de forma tão expressiva, mas nosso país na minha opinião é um dos países mais hipócrita em relação a isso, falasse muito nos EUA por aqui dizendo que la é uma nação racista, no entanto o presidente deles é negro, tem programas de tv que o protagonista é negro, apresentadores, seriado, enfim, la sim acho q o negro tem seu espaço, aqui eu não vejo pespectiva nenhuma de uma dia um negro ser o presidente desse país, não vou negar que teve uma relativa melhora, mas não o suficiente em grande escala, não podemos esperar muito da sociedade, mas a mudança deve partir de cada negro de se conscientizar da sua importância na sociedade.
    Samuel Cerqueira

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  2. Oi Alexandra, em primeiro lugar parabéns pelo seu blog. O tema preconceito racial precisa, urgentemente, ser discutido, e um dos locais mais apropriados é a escola. Aqui na Universidade do Estado da Bahia (UNEB) estamos sempre debatendo de que maneira o professor ou a sociedade em geral precisa lidar com essas situações. A principio, é preciso que as entidades e a sociedade como um todo, tomem consciência de que o problema do preconceito existe, e a partir daí, buscarmos soluções que venham de fato, contribuir para que esse mal social seja extinto de nossas escolas, de nossos lares, de nossa sociedade.

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